terça-feira, 6 de outubro de 2009

Perceba que quando fiz esse texto, a dois meses atrás eu estava revoltada com minha mãe e com a minha capacidade de amar alguém que não posso ter.

O telefone toca era a Mila ligando para mim com uma das melhores notícias que eu poderia receber em uma noite, então eu fiquei boba como criança não sabia ao certo se respirava ou se gritava no jeito mais desesperado que pode haver. Só de imaginar que eu podia novamente estar ao seu lado, tão perto de mim. E não importava a aula, nem o horário a estar de pé para estar lá no aeroporto com você. No fundo no fundo eu achei meio loucura, meio impossível e meia verdade. Não, agente sabe sempre quando pode e quando não pode, mas eu queria insistir. Pedi para minha mãe na esperança mínima de que ela me deixasse ir, mas a resposta foi a que eu esperava: “Não, você não vai e ponto!” Depois veio todo aquele sermão de mãe que cansa ainda mais quem já está cansado. Tudo o que ela falou doeu em mim. Doeu mais que todas as dores doida por palavras mal ditas, de todas as dores que narrei esta foi a pior. Se ao menos eu pudesse comparar eu diria ser pior do que ser dilacerada e jogada ao fogo, uma faca que te corta do seu estomago e vai até a sua garganta. Sabe, sufoca faz escorrer lágrimas. Amargas. As palavras dela diziam ago como “fora da realidade” e toda a nossa conversa de uma hora para outra em meio ao meu pranto, a minha venda caiu e pude então ver que tudo era mesmo uma loucura. O pior de tudo, de tudo mesmo, é que eu em meu ego sabia que um dia teria que deixar meu vício para traz mesmo sendo torturante para um drogado que resolve deixar o cigarro. Minha mãe disse que o Diego não sabe quem eu sou e que nunca vai necessitar saber, eu mais uma adolescente que o tem como maior ídolo, o admira... E que vai parar de sofrer e chorar por isso, parar de viver outra vida que não é minha. Ficar comparando olhando e querendo ser como aquelas garotas que moram na mesma cidade que você, que te vêem quase e praticamente todo dia. Vou prometer pra mim mesma que não vou morrer pelas fotos tiradas pelas carinhas que você faz. Vai ser difícil, fácil nunca é. Porque não vai mais adiantar porra nenhuma tentar fugir do foco. Caixinha com fotos, boné, os presentes. As noites mal dormidas, as lágrimas no meu travesseiro, a angustia inacabada. Vou arrancar de mim tudo isso e por em um lugar onde eu não possa mais ver, queimar um pedaço de mim que quero que se vá para minha própria sobrevivência. Para que eu possa ser mais realista, não ser menos sonhadora; mais realista isso vai fazer bem para mim e para as pessoas que me rodeiam. No futuro eu vou olhar para traz e lembrar que eu gostava de vocês, do NX e do Diego. Assim como todas as nossas mães falam dos Menudos e sei lá que porra elas gostavam. Não tem mesmo jeito o que mais quero é impossível de acontecer. Impossibilidades teria que ser o nome desse texto. Vou tentar mudar de você e escolher o tradicional o simples não lembrando de que existem assim ídolos tão cativantes... Prometo nunca mais te buscar, nunca mais, nunca mais.