segunda-feira, 14 de setembro de 2009

I asked the wind to bring you to me

voce apenas pronunciou-se indiretamente que estaria partindo. eu dezesperei cai em mim e percebi que tinha errado e que agora eu nao podia te ver mais. voce nao deixara e mesmo eu tendo a necessecidade de ouvir su voz nem que fosse pela ultima vez, voce insistiria em dizer que nao dava que nao queria, que nao aguentaria olhar na minha cara porque voce tinha raiva, muita raiva de mim. porque eu destrui todas as ligaçoes tudo de bom que havia, de novo a culpada era eu. nao tive tanta sorte como na vez anterior. dessa vez foi serio: voce me disse adeus e foi em bora sem ao menos deixar seu cheiro seu abraço comigo. e eu mesmo acreditando que era pra sempre nao pude acreditar que logo quem eu mais amava na vida me virou as costas. levou consigo o vento daquela tarde escura, levou consigo os meus pensamentos o meu ar. levou os meus sentidos, meu sorriso. e eu já nao poderia mais viver naquele mundo sem voce. eu morreria eu morri.

sábado, 12 de setembro de 2009

O jardim de grandes arvores

E lá estava eu pequena, em minha infancia andando naquele jardim verde de arvores muito grandes e eu mau conseguia enchergar o céu. De repente encontro algo sentado, rangendo os dentes e fazendo um barulho que entrava como uma agulha em minha orelha direita, rasgando, ate chegar na outra. Entao fui ver o que era, fiquei pasma ou indgnada ao encontrar o que encontrei ao ver o que eu nao queria ver. Uma criança um pouco mais nova que eu ali tremendo de frio, com uma das maos na boca, implorando em meio as lagrimas o meu socorro. Eu quis de uma maneira ajudá-la, veio uma coisa de dentro de mim, que no ato de uma inocencia eu queria mesmo faze-la bem. Mas a miudinha garota tinha nela algo que me impedia. Um campo de força exercido em sua volta, me empurrou brutalmente para traz. Como um poder magico, um feitiço uma maldiçao na verdade caberia melhor. Ela estava em seu relance desmorando sua expressao de angustia seus pés descalços e machucados, doia em mim; estava com poucas roupas, naquele dia de nao chuva, nao nublado porém frio e de ventos fortes ela estava com apenas uma camiseta branca que cobria metade de seus delibitados bracinhos, e um jeans rasgado. Eu tive dó, pena nao podia ajuda-la. E tambem nao entendia porque eu nao podia ajuda-la queria apenas o bem da minha nova companhia e vagando ali em pensamentos em estrategias inteligentes de como salvar a pequenina que agora seria minha. Minha pequenina. Eu nao estava fazendo nada de ruim, nao estava sendo ruim, e nao tinha malicia em meus atos. Eu estava impossibilitada, meus braços fracassaram de tanto tentar passar pela corrente de forças e eu caí de joelhos na sua frente. Me sujei no chao úmido ao apertar a terra com uma violenta força que as fazia vazar nos espacos que eu nao consegui conter das minhas maos ainda pequenas. E sem entender a minha necessidade de ajudar a garotinha indefeza eu chorei com ela. Me derramei em lagrimas querendo poder toca-la mesmo num firmamento que ainda havia e que nos separava. Que delimitava o meu lugar e o seu lugar. Eu estava de casaco, calça de moleton e com minhas galochas. Naquele momento me senti a pessoa mais ridicula e nojenta do mundo, queria me desfazer das coisas inuteis que me protegiam do frio, e poder dar todas elas pra aquela nina branquinha que eu agora já amava. Começei a gritar e ela nao sei se se assustou mas percebeu meu desespero se levantou ainda encostada na gigantesca arvore. Ninguem poderia me ouvir em algum lugar. Erámos eu e voce pra encontrar a saida. Entao eu ja nao aguntava mais conter o odio que se explodia em mim, eu nao poder e voce precisando. Naquela extensao indefinida tirei meu casaco e com os braços crús atirei contra -ou a favor- de voce, perfurei naquele exato momento o campo de força maligna que me removia de seu corpo fragílimo. Entao quando te toquei quando pude sentir a textura de suas bochechas na extremidade de meus dedos, os meus sensoreis tateis me indicaram e levaram uma mensagem ao meu cerebro de eu estava tocando uma chama de fogo, um veneno estava em minhas maos. Caí novamente com voce ao meu lado, eu ainda consiente porque ela havia desmaiado entao afaguei-a com carinho puxei seus cabelos para traz deitei seu rosto em meu colo; coloquei meu casaco sobre você na certeza de que estaria protegida. E quando dei por mim, voce tinha me roubado, nao era uma só uma criança indefesa que me atraiu para o fundo de si.. Mesmo assim eu preferi acreditar que voce era uma pessoa boa, e cuidei da minha chama do meu fogo do meu veneno cuidadosamente como se cuida de um bebê. Porque na verdade queria me iludir queria acreditar que a sua dor cessaria se vivesse comigo. E passou. Naquele dia ainda que anoitecera eu descobri a cor dos seus olhos -sao castanhos- e consegui ler sua expressao pela primeira vez voce falou pela primeira vez, ja nao gritava e estava calma conseguiu me dizer bem baixinho deitada na cama que eu era seu anjo e que me amava.
eu queria entender porque as coisas pra essas pessoas sao tao dificeis, sao tao dolorosas e para elas pior do que passar fome e nao ter o que comer, do que sentir frio e nao ter o que vestir, sentir dores fisicas e nao ter um remedio... fazem da sua vida um verdadeiro inferno quando se tem tudo para nao ser assim. optam por sofrer sofrer sofrer e mesmo quando nao é assim, ainda sim dizem ah ta tudo ruim ah eu nao queria assim ah eu nao gostei. porque meu Deus eu vou morrer sem essa resposta sem poder ajudar quem eu mais quero ajudar, quem eu mais amo nessa vida. e o pior de tudo é que no final, em tudo tudo mesmo eu so a que mais me sinto culpada um sentimento tao angustiante como a dor, sou eu quem carrego nas minhas costas o fardo de quem um dia disse prometer ser feliz. e ai em que situaçao EU me encontro ja parou pra pensar que suas atitudes nao afetam so a voce so ao seu eu... queria muito que essas pessoas entendessem que para que eu, bianca estivesse onde estou agora nesse momento no estado que se encontra a minha vida eu necessitaria do carinho, da convivencia, da atençao e principalmente do amor de voces. porque eu nao me considero uma pessoa sozinha por te ter e mesmo assim quero receber o mesmo de voces... nao queriam que fossem tao ingratos assim e enchergassem de uma vez por todas qual o melhor abraço que possam ter.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

pianos

vejo-me procuro quarto escuro, abrigo. apenas feixe de luz a iluminar. quarto escuro é abrigo. quero alguem pra alimentar. deito-me e sinto o tao perfume que provem, que vem. vem? de quem? nao me faça denovo as perguntas idiotas. deixe tudo em sua cabeça, as guarde. nao diga, nao expresse esta preso agora. e vem de todos os pianos. dedos delicados pra tocar dedos delicados para carinhosamente... dedos, e maõs. e no intrelaço, abraço nao se engane sao todos falsos. entender e compreender os pensamentos, assim nao dá!

e mesmo que eu não quisesse o tempo ia passando as coisas relativamente mudando eu me amadurecendo mais e eles, ah eles de alguma forma se sentiam atraídos por mim. modéstia parte.. mas sei que não é isso que quero. podem me chamar do que for sei que não é verdade pois ainda não me conhecem, há quem já achou que fosse ate gay e há quem me chame de insensível, de dura quando se trata de um 'amor', de um amorzinho. há quem diz que nao deixo ser amada, que ta tudo preso em meu coraçao e que sou rude. mas as pessoas nao entendem meu lado na verdade se todos entendessem desde o inicio me dariam razao. tudo é lindo todos sao lindos e perfeitos e parece ate coisa de filme, mas de que adianta me amarem me sentir amada e eu, a parte mais impotente nao conseguir alcançar o amor? me digam sábios e mais sábios, poetas e mais poetas, dignos de todo o grande amor a Lá Romeu e Julieta! cade? só eu nao o posso enchergar, isso é castigo ou o que? mesmo que de noite voce se lembre de mim, nao quero ser ingrata jamais, eu sei que voce virá que vai esperar por mim mas o que nao entende é meus limites é tanto amor que diz ser, e eu nao posso suportar tudo que querem me dar. esta sendo como da outra vez e sei tambem que tem as mesmas chances de acabar como da ultima vez por isso nao quero insistir como voce disse no 'nós'. nao vai haver, mesmo que voce espere, que faça todos os poemas, e aquelas musicas lindas que tocou para mim por telefone, nao é para mim eu nao sou para voce...