segunda-feira, 29 de junho de 2009

Em busca da felicidade

Como acha que é viver não vivendo? Como acha que é se sentir sem ar? Sinto-me só, sem vontade de viver. Sinto-me como se tivesse levado uma facada no peito que arde e dói que não sara, e se sara a cicatriz fica para sempre lembrar. Sinto-me como se tivesse andando de skate em uma decida e no meio do caminho houvesse uma pedra que me impedisse de continuar, que me fez cair e machucar... Só que as coisas estão clareando para mim, ai é que ta: a pedra era pequena fácil de ser removida. Isto é, todos os monstros e o chefão do jogo era eu, eles foram criados por mim como empecilho para que eu alcançasse a tal da Dona Felicidade. Eu é que to me impedindo de ser feliz. A pedra vai continuar ali e só depende de mim para tirá-la. E algumas pessoas ainda ajudam para que eu me entristeça ainda mais, coisas que são realmente irrelevantes, que até tento não pensar, não ouvir, mas não dá... Derrubam-me. Só que as coisas estão mudando de posição e eu vou fazer de tudo para não mais ouvir, não mais falar sem pensar e relevar as coisas absurdas que me falam. Vou descartar tirar a parte ruim da historia como uma carta que se ‘queima’ no baralho. Não vou dar mais o valor que dava ao que dizia. Quero agora poder não errar, não ser perfeita nem me julgar perfeita porque ninguém é, mas também não vou humilhar-me porque agora vou ser melhor. Eu descobri as coisas cedo demais, errei e cometi deslizes (talvez imperdoáveis) cedo demais. Soube de coisas que garotas de onze anos não devem saber. E seria melhor se eu me entregasse as modinhas, as coisas que faziam sucesso entre garotas naquele tempo. Se eu tivesse gostado de RBD como todos, viver a fantasia de uma criança entrando pra adolescência, e não ficar trancada no meu quarto assistindo o DVD da Ana Carolina com todos aqueles palavrões, palavras, vocabulários, descobrindo o que e quem ela é, se não fosse tão cedo tudo seria melhor e viveria o tempo que me caberia viver, mas não foi assim. Só que acredito na possibilidade de me reinventar, de recomeçar porque eu quero criar asas e voar para longe e esquecer o que ficou pra traz, esquecer o que fui e pertencer-me ao futuro. Porque tempo tenho, e dá para não errar mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário