Ontem bati meu recorde em acordar tarde. Acordei na hora do jornal da tarde e não precisei limpar a casa. Liguei o net book, toquei violão, arrumei a minha cama e as coisas do meu quarto superficialmente. Tudo antes do almoço. A internet do meu quarto estragou de novo, então voltei a usar o do quartinho (é de visitas, onde fica o modem). Eu já não estava de pijama porque pijama nos deixa (ainda) com a temperatura em que nosso corpo se encontrava enquanto dormimos. Prendi o cabelo e entrei no twitter. Orkut. Fotolog. Cansei. Mãe chama pra lavar a louça do almoço. Eu odeio lavar a louça, enfiar a mão na gordura. Eca. Mas lavei porque reconheço o esforço da minha avó que estava cuidando dos afazeres desde cedo. Mais ou menos 3 da tarde eu pensava se meu dia (ou noite) terminaria na internet. As vezes não tenho outra escolha. Mentira. É que eu não sei escolher.
Hoje choveu, e eu amo a chuva, o frio. Então tomei um banho quente, calcei meus velhos tênis - sujos - vesti minha blusa de moletom e resolvi que sairia de casa. Na verdade queria comprar um presente pra um amigo que faz aniversário amanhã (hoje). Mas não seria possível ir ao centro com o tempo instável.
Duas amigas minhas fizeram aniversário no decorrer do ano e não pude dar o presente então comprei no final do ano e fui levar. Passei na casa de uma outra amiga que nunca sai e quase sempre está no tédio (e na boa quem não esta?). Ela desceu comigo até a casa da B. Conversamos sobre a viagem da K, e sobre um monte de coisas idiotas, convenhamos. Eu estava com sono, e não sei porque, quando estou com sono eu tenho que conversar. Comecei a contar sobre meu sonho estranho-criativo que tive na noite anterior, e percebi que involuntariamente me perco em minhas próprias palavras. Desconcentrei-me na minha conversa mais que inútil. E minhas amigas só olhavam porque não tinha outra coisa pra olhar. Eu não me importo, juro. Porque afinal meus sonhos são sempre ridículos. Mas só os da noite. Adoro andar a noite, a pé mesmo nas ruas... Agente sente melhor o ar porque não tem muito carro e venta mais. "Levei" a K até a casa dela e esperei que meu pai me buscasse. Ganhei dela um chaveiro de Fortaleza-Ce escrito meu nome atrás. Estou segurando ele desde o Jornal da Globo. Gostei e fiquei imaginando se esses artesãos não cansam de escrever a mesma palavra por tanto tempo, em todas essas lembranças. Acho que nada melhor que um desenho de coqueiros em uma praia, o mar amarelo por causa do Sol que não vejo e um céu rosa. Meu pai foi na casa do meu tio comigo no carro, levar umas paradas e isso nao interessa. O que interessa era o filme que eu sabia que queria assistir, mas esqueci que queria. Eu não sabia que minha tia fizera uma cirugia. Assisti a primeira parte do filme lá. No intervalo eu pensei comigo mesma que daria pra chegar em casa e pegar a segunda. Mas tivemos que passar numa lanchonete e comprar um sanduiche porque a minha irmã estava morrendo de fome. Peguei o final da segunda parte e já entendi tudo, o final que ia ser. É um bom filme. Realização pessoa, verdadeiro sentido da vida. Peguei o cobertor e tirei meus tênis. Soube que a bolsa de valores brasileira foi a mais valorizada em todo o mundo no ano de 2009. Parabens Brasil. O segundo filme é brasileiro e eu já havia assistido. Porem é tão bom que resolvi assistir de novo, pra lembrar os detalhes. Minha avó acordou e me perguntou se eu não estava com sono. Disse que não. Não. Não. Não disse esse tanto de não, mas disse não pro terceiro filme. Desliguei a TV, lavei meu rosto com agua fria. Boa noite.
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