sábado, 12 de setembro de 2009
O jardim de grandes arvores
E lá estava eu pequena, em minha infancia andando naquele jardim verde de arvores muito grandes e eu mau conseguia enchergar o céu. De repente encontro algo sentado, rangendo os dentes e fazendo um barulho que entrava como uma agulha em minha orelha direita, rasgando, ate chegar na outra. Entao fui ver o que era, fiquei pasma ou indgnada ao encontrar o que encontrei ao ver o que eu nao queria ver. Uma criança um pouco mais nova que eu ali tremendo de frio, com uma das maos na boca, implorando em meio as lagrimas o meu socorro. Eu quis de uma maneira ajudá-la, veio uma coisa de dentro de mim, que no ato de uma inocencia eu queria mesmo faze-la bem. Mas a miudinha garota tinha nela algo que me impedia. Um campo de força exercido em sua volta, me empurrou brutalmente para traz. Como um poder magico, um feitiço uma maldiçao na verdade caberia melhor. Ela estava em seu relance desmorando sua expressao de angustia seus pés descalços e machucados, doia em mim; estava com poucas roupas, naquele dia de nao chuva, nao nublado porém frio e de ventos fortes ela estava com apenas uma camiseta branca que cobria metade de seus delibitados bracinhos, e um jeans rasgado. Eu tive dó, pena nao podia ajuda-la. E tambem nao entendia porque eu nao podia ajuda-la queria apenas o bem da minha nova companhia e vagando ali em pensamentos em estrategias inteligentes de como salvar a pequenina que agora seria minha. Minha pequenina. Eu nao estava fazendo nada de ruim, nao estava sendo ruim, e nao tinha malicia em meus atos. Eu estava impossibilitada, meus braços fracassaram de tanto tentar passar pela corrente de forças e eu caí de joelhos na sua frente. Me sujei no chao úmido ao apertar a terra com uma violenta força que as fazia vazar nos espacos que eu nao consegui conter das minhas maos ainda pequenas. E sem entender a minha necessidade de ajudar a garotinha indefeza eu chorei com ela. Me derramei em lagrimas querendo poder toca-la mesmo num firmamento que ainda havia e que nos separava. Que delimitava o meu lugar e o seu lugar. Eu estava de casaco, calça de moleton e com minhas galochas. Naquele momento me senti a pessoa mais ridicula e nojenta do mundo, queria me desfazer das coisas inuteis que me protegiam do frio, e poder dar todas elas pra aquela nina branquinha que eu agora já amava. Começei a gritar e ela nao sei se se assustou mas percebeu meu desespero se levantou ainda encostada na gigantesca arvore. Ninguem poderia me ouvir em algum lugar. Erámos eu e voce pra encontrar a saida. Entao eu ja nao aguntava mais conter o odio que se explodia em mim, eu nao poder e voce precisando. Naquela extensao indefinida tirei meu casaco e com os braços crús atirei contra -ou a favor- de voce, perfurei naquele exato momento o campo de força maligna que me removia de seu corpo fragílimo. Entao quando te toquei quando pude sentir a textura de suas bochechas na extremidade de meus dedos, os meus sensoreis tateis me indicaram e levaram uma mensagem ao meu cerebro de eu estava tocando uma chama de fogo, um veneno estava em minhas maos. Caí novamente com voce ao meu lado, eu ainda consiente porque ela havia desmaiado entao afaguei-a com carinho puxei seus cabelos para traz deitei seu rosto em meu colo; coloquei meu casaco sobre você na certeza de que estaria protegida. E quando dei por mim, voce tinha me roubado, nao era uma só uma criança indefesa que me atraiu para o fundo de si.. Mesmo assim eu preferi acreditar que voce era uma pessoa boa, e cuidei da minha chama do meu fogo do meu veneno cuidadosamente como se cuida de um bebê. Porque na verdade queria me iludir queria acreditar que a sua dor cessaria se vivesse comigo. E passou. Naquele dia ainda que anoitecera eu descobri a cor dos seus olhos -sao castanhos- e consegui ler sua expressao pela primeira vez voce falou pela primeira vez, ja nao gritava e estava calma conseguiu me dizer bem baixinho deitada na cama que eu era seu anjo e que me amava.
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